Quem diz que o vinho precisa de álcool?
O setor das bebidas está a mudar. Consumidores mais conscientes, novos hábitos sociais e uma crescente procura por alternativas com baixo ou nulo teor alcoólico estão a obrigar a indústria a inovar.
Mas será possível retirar o álcool do vinho sem lhe roubar identidade?
No mais recente episódio do Mãos na Massa, Gustavo Barreira, Investigador doutorado em engenharia bioquímica, senta-se à mesa com Bernardo Freire, Gestor de Marketing da HM Consultores, para falar sobre uma tecnologia enzimática inovadora que promete fazer precisamente isso: remover o álcool preservando as características organoléticas do vinho.
O desafio?
As soluções atuais de desalcoolização, isto é, de vinhos de baixo ou nulo teor alcoólico, tendem a comprometer aroma, corpo e identidade.
É aqui que entra a tecnologia enzimática em desenvolvimento.
Para compreendermos o que está em causa, são colocadas questões como: Como começou esta aventura? Está a indústria preparada para integrar este tipo de tecnologia? Que investimentos são necessários para escalar o projeto?
A mudança de paradigma no consumo
Quando não define o posicionamento da sua empresa, os outros definem-na por si. Da mesma forma, quando não se ds vinhos de baixo ou nulo teor alcoólico encaixam também no segmento de mercado atento aos malefícios do álcool, mas que não dispensa um ou dois copos nos momentos de convívio. É um mercado que já começa a ganhar raízes noutros pontos do globo e que em Portugal é emergente.
A este propósito, o nosso convidado refere que:
A possibilidade de combinar o gosto e o impacto social, a convivência, que tem o consumo de bebidas alcóolicas, ainda para mais o vinho, uma bebida ancestral da nossa humanidade, é a possibilidade de aliar duas forças antagónicas.
Gustavo Barreira
Em Análise: Tecnologia Enzimática para Vinhos de Baixo ou Nulo Teor Alcoólico
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