Portugal – EUA: Eixo Estratégico para o Crescimento Empresarial
As relações empresariais entre Portugal e os EUA vivem um momento particularmente relevante. Num contexto de reconfiguração das cadeias de valor e procura por estabilidade na Europa, Portugal tem vindo a afirmar-se como destino competitivo para investidores americanos – e como plataforma estratégica para empresas nacionais com ambição internacional.
Neste episódio do Mãos na Massa, a Secretária Geral da Câmara de Comércio Portuguesa no Estados Unidos, Graça Didier, analisa os fatores que estão a aproximar investidores americanos de Portugal, os setores com maior potencial de crescimento nos EUA e o papel estratégico dos fundos comunitários na construção de parcerias transatlânticas. Na gestão do Podcast está Humberto Martinho, Founder & Chairman da HM Consultores.
Porque investem os americanos em Portugal?
A decisão é multifatorial, mas há cinco vetores determinantes:
- Talento qualificado e competitivo, sobretudo em tecnologia, engenharia e indústria;
- Estabilidade política e enquadramento europeu;
- Ecossistema crescente de inovação e I&D;
- Regimes de incentivos ao investimento (Portugal 2030 e PRR);
- Localização geoestratégica como porta de entrada na Europa.
Face a outros mercados europeus, Portugal distingue-se por flexibilidade, custos equilibrados e forte vocação exportadora.
Onde estão as oportunidades nos EUA?
Para empresas portuguesas, os setores com maior tração estrutural incluem tecnologia B2B, energias renováveis, indústria especializada, agroalimentar premium e saúde. Tem-se desenhado uma tendência de médio longo prazo, alinhadas com digitalização, transição energética e reshoring industrial.
Existe interesse americano em empresas portuguesas?
Sim. Investidores e grupos americanos procuram empresas com:
- Diferenciação tecnológica;
- Capacidade exportadora;
- Propriedade intelectual consolidada;
- Estruturas de governance profissionalizadas.
As operações de aquisição surgem muitas vezes como via rápida para entrada no mercado europeu.
O papel dos fundos comunitários
Os fundos comunitários podem ser um instrumento diferenciador, quer na atração de investimento externo, quer na estruturação de parcerias transatlânticas. Projetos bem estruturados reduzem risco, aumentam retorno e reforçam a competitividade internacional.
A este propósito, a convidada refere que:
Os fundos funcionam como uma alavanca para diminuir riscos e aumentar retornos. O investidor americano é muito pragmático e atento, portanto os fundos, permitindo estas duas vertentes, olha para os fundos como uma mais-valia.
Graça Didier
Em Análise: As relações empresariais entre Portugal e os EUA
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