Hugo Oliveira - Bresimar Automação - Entrevista

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A Bresimar é uma empresa de referência na área da automação, ao nível da qualidade e inovação, com quase 4 décadas de atividade. Hoje a HM Consultores apresenta a entrevista ao Diretor de Marketing da Bresimar Automação, Hugo Oliveira.

 

O vosso percurso de sucesso e crescimento sustentável é meritório. Além da aposta constante na investigação & desenvolvimento e inovação, priorizam o desenvolvimento e formação dos vossos colaboradores, motivo pelo qual continuam a ser considerados uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal. Consideram ser estes os principais motivos para o sucesso?

O principal ativo de qualquer organização são as Pessoas. Consideramos essencial a aposta contínua no desenvolvimento e formação das nossas Pessoas, como forma de promover a diferenciação pela inovação, enquanto capacidade de incorporar na organização as perspetivas e visões de todas as pessoas que contribuem para o seu sucesso.

“A alma é o segredo do negócio.” – Esta é uma frase amplamente difundida na nossa organização, que em tudo espelha os nossos valores de uma liderança cada vez promovida em todas as pessoas, porque na Bresimar Automação todos somos líderes.

Somos felizes e somos entusiastas, focados na excelência e no profissionalismo que colocamos em tudo o que fazemos, com o máximo de empenho.

 

Decidiram iniciar a produção para mercados internacionais sob a marca registada TEKON Electronics. Como está a correr esse processo? Quais os principais desafios que sentem no processo de Internacionalização?

A internacionalização é um tema central para a competitividade das empresas. A necessidade de competir em mercados globais, coloca na digitalização um peso determinante enquanto fator diferenciador para o acesso aos mercados. Esta transição é efetuada enquanto adoção de um conjunto de ferramentas, mas essencialmente enquanto mindset de negócio e de posicionamento estratégico de toda a organização.

A mudança é uma constante no dia-a-dia, pelo que os contextos desafiantes aumentam a necessidade de diversificar e reforçar a posição diferenciada da Bresimar Automação no mercado. Dessa forma, reavaliando constantemente os riscos associados à nossa atividade, percorremos o nosso caminho estratégico da digitalização de processos e serviços, da implementação da inteligência artificial como elemento diferenciador para a tomada de decisão e a implementação de ferramentas que possam acrescentar conhecimento, informação e valor aos diferentes pontos de contacto com os clientes. É desta vontade de inovar que nasce a Tekon Electronics, enquanto Unidade de Negócios que incorpora um núcleo de investigação e desenvolvimento, para a criação de tecnologia inovadora para a Indústria 4.0.

O futuro assenta no crescimento do sucesso do negócio em mercados internacionais, através de uma crescente competitividade da sua oferta e excelência dos serviços, colocando sempre o cliente no centro da nossa tomada de decisão.

 

A Bresimar está na vanguarda na tecnologia e das tendências ao nível da indústria 4.0. São da opinião que as empresas estão mais conhecedoras e sensibilizadas para as vantagens da indústria 4.0? Qual a prestação de Portugal neste domínio, quando comparada com a Europa?

O estudo da Deloitte, Global Intelligent Automation de 2020 demonstra que as organizações olham para a automação inteligente não apenas como uma forma de substituir o esforço dos colaboradores no processamento massivo, mas também como uma forma de aumentar as possibilidades e o alcance dos seus trabalhadores.

No que concerne à preparação das organizações para colocar em prática uma “estratégia robusta e holística”, o estudo mostra que apenas “26% das organizações encontram-se no início da jornada e 38% das que já a implementaram têm uma estratégia clara de automação inteligente para toda a empresa” em contexto mundial.

Após uma fase inicial mobilizadora para a Indústria 4.0 em Portugal, este é agora um trend topic industrial, que irá materializar em projetos tecnológicos e financeiros de carácter estruturante em diversas organizações, seguindo as tendências mundiais, em que acresce uma maior consciencialização para processos mais eficientes, mais sustentáveis e com maior controlo da sua performance e custos. É neste desdobramento que se materializará a urgência de se reinventar e conseguir uma competitividade cada vez superior que as empresas à escala global e certamente também em Portugal.

 

A “Internet das Coisas” (IoT) é um conceito que tem estado a ser desenvolvido para vários setores, para vários produtos/serviços. Exige uma grande interação entre os diversos dispositivos de uma cadeia de produção, numa “comunhão” entre o mundo físico e o virtual. Consideram que as empresas portuguesas estão preparadas para este novo desafio?

O ponto de partida é prometedor, uma vez que encontramos no tecido empresarial português empresas cada vez mais capacitadas do ponto de vista tecnológico e digital, com as pessoas que as constituem cada vez mais qualificadas e formadas para alavancar o investimento em ecossistemas ricos em empreendedorismo.

A Internet das Coisas vem oferecer um desenvolvimento tecnológico sem precedentes, com a utilização de informação para uma tomada de decisão estruturada em analítica, com a possibilidade de incorporação de inteligência artificial para uma maior capacitação dos sistemas, introduzindo cenários de predição de acontecimentos tendo por base ocorrências anteriores.

Dessa forma será relevante incluir a automação e inteligência artificial nos planos de investimento, enquanto definição estratégica perfeitamente alinhada com as reais necessidades do mercado.

Não obstante, será necessário garantir que o cliente se encontra no centro estratégico de cada ação, com todas as ferramentas direcionadas para a criação de valor.

 

2020 foi um ano complexo a todos os níveis, tendo exigido inúmeros ajustes por parte das empresas, nomeadamente ao nível do modelo de trabalho. Como está a correr o ano de 2021 e quais as vossas perspetivas para os próximos anos?

Cada ciclo promove desafios diferenciados às nossas organizações, sejam estes de carácter económico ou social. Este cenário, sem precedentes, colocou à prova a nossa capacidade de agilizar processos, de promover uma rápida adaptação e, de forma constante, reinventar metodologias para estar próximo dos clientes, mantendo a relevância da nossa atividade com a excelência que procuramos diariamente.

O Mundo assistiu a mais mudanças nos últimos meses do que havia registado durante diversos anos, pelo que acreditamos que, apesar dos cenários de crise financeira despoletados pela incerta gerada, foi possível criar processos mais ágeis, mais focados no Cliente e com uma capacidade de mudança superior.

Estaremos, de forma coletiva, mais preparados para um futuro repleto de desafios – vivemos uma oportunidade única de repensar os nossos processos e desafiar os modelos estratégicos atuais, de forma a inovar na forma de fazer negócio e investir os recursos – não apenas para a sobrevivência dos mesmos, mas para que estes prosperem num mundo em constante transformação.